O crime de divulgação de dados sigilosos de órgãos públicos prevê pena de até quatro anos de prisão.
O crime de divulgação de dados sigilosos de órgãos públicos prevê pena de até quatro anos de prisão.

A Polícia Federal, em parceria com a Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social, realizou nesta quarta-feira (20) a Operação Truth, voltada para desmontar um grupo suspeito de comercializar informações sigilosas do INSS.

As apurações tiveram início há cerca de dez meses e revelaram que a organização, instalada na Bahia, oferecia em páginas da internet cadastros de segurados da Previdência Social. Entre os dados vendidos estavam números de CPF, registros de benefícios negados e informações pessoais de aposentados e pensionistas.

Segundo a PF, os principais compradores eram advogados, interessados em utilizar os cadastros em recursos administrativos ou ações judiciais, e empresas de crédito, que exploravam o material para ofertar empréstimos consignados.

Durante a investigação, os agentes descobriram ainda que os envolvidos publicavam vídeos ensinando métodos de falsificação de documentos para uso em golpes contra a Previdência.

O nome da operação faz referência à página usada pelo grupo, que já foi retirada do ar. Nesta manhã, os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Cruz das Almas, no interior baiano, onde recolheram documentos e equipamentos de informática que devem ajudar a rastrear novos participantes e esclarecer a origem das informações vazadas.

O crime de divulgação de dados sigilosos de órgãos públicos prevê pena de até quatro anos de prisão.

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