O governo federal incluiu na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 a previsão de reajuste do salário mínimo para R$ 1.631. O valor representa um aumento de R$ 113 em relação aos atuais R$ 1.518 e, se confirmado pelo Congresso, passará a valer a partir de janeiro do próximo ano, com impacto direto nas folhas de pagamento de fevereiro.
O reajuste projetado equivale a uma alta de 7,44% sobre o valor vigente e supera levemente a estimativa anterior feita em abril, que apontava R$ 1.630. O número final, entretanto, só será conhecido em dezembro, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro for oficialmente divulgado.
A correção segue a política de valorização estabelecida em lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que assegura ganhos reais acima da inflação. A fórmula utilizada leva em conta dois fatores principais:
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A variação da inflação medida pelo INPC acumulado em 12 meses até novembro;
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O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Para o cálculo de 2026, foi considerada a alta de 3,4% registrada em 2024.
De acordo com o Dieese, o salário mínimo é referência direta para 59,9 milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores formais e informais, aposentados e beneficiários de programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A proposta reforça o compromisso do governo em manter a valorização do rendimento básico do trabalhador e impacta diretamente a economia, já que o mínimo serve de base para uma ampla parcela da população.
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